segunda-feira, 27 de abril de 2015

O TEMPO E AS JABUTICABAS

Contei meus anos e descobri
que terei menos tempo para viver
 daqui para frente do que
já vivi até agora.

Sinto-me como aquela menina
que ganhou uma bacia
de jabuticabas.

As primeiras,
ela chupou displicente,
mas percebendo que faltam poucas,
rói o caroço.

Já não tenho tempo para
lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões
onde desfilam egos inflados.

Não tolero gabolices.

Inquieto-me com invejosos
tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares,
talentos e sorte.

Já não tenho tempo para
projetos megalomaníacos.

Não participarei de conferências
que estabelecem prazos fixos para
reverter a miséria do mundo.

Não quero que me convidem para
eventos de um fim de semana com
a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões
intermináveis para discutir estatutos,
normas, procedimentos
e regimentos internos.

Já não tenho tempo para
administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica,
são imaturos.

Não quero ver os ponteiros
do relógio avançando em reuniões de
'confrontação',
onde 'tiramos fatos a limpo'.

Detesto fazer acareação
de desafetos que brigaram
pelo majestoso cargo de
secretário geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário
de Andrade que afirmou:
'as pessoas não
debatem conteúdos,
apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso
para debater rótulos,
quero a essência,
 minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas
na bacia, quero viver ao
lado de gente humana,
muito humana; que sabe
rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos,
não se considera
eleita antes da hora,
não foge de sua mortalidade,
defende a dignidade
dos marginalizados,
e deseja tão somente
andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas
e pessoas de verdade,
desfrutar desse amor
absolutamente sem fraudes,
nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida
valer a pena.

TEXTO DE: Rubem Alves
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 30 de Abril de 2.015.
* * * * *
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SEJA DIFERENTE

Ninguém é melhor
que alguém,
Deus não usa régua
para medir seus filhos
entre maiores e
menores.

Ninguém é melhor
porque tem uma
casa mais bonita,
um carro do ano,
um emprego com alto
salário ou uma
classe social elevada.

Deus não olha o que
você tem em suas mãos,
mas o que tem em
seu coração,
o homem usa os olhos
para nos definir,
Deus usa o sentimento.
Para Ele
não importa condições,
mas caráter.

Quem acha que tem
tudo possuindo bens
ou status acaba
não tendo nada se
não tiver Deus.

Por isso,
não queira ter o
que os outros tem,
não queira ser o
que os outros são,
seja diferente,
queira ter Deus
e pronto,
com Ele nada nunca
 faltará.

Não existe maior
riqueza que a sabedoria,
não há melhor condição
que ser agradável
aos olhos de Deus.

Enquanto alguns
contam riquezas,
conte aprendizados.

TEXTO DE: Procura-se
Fineza nos informar
através do e-mail:
mensagem@toninholima.com.br
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 29 de Abril de 2.015.
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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Acredite no seu coração

Qual a diferença entre
fé e medo?
Nenhuma.

Ambos são acreditar
em algo que não
existe ainda.

Todas as vezes em
que você duvidar
de que é capaz de
viver seus sonhos
lembre-se de que
absolutamente nada
pode ser mais forte
do que um desejo
verdadeiramente
oriundo do seu coração.

Não vindo do medo,
ou da evitação,
ou do receio - da mente.
Eu disse,
do coração.

Acredite
no seu coração.
Acredite na sua
verdade.
E sempre que começar
a achar que seu
medo ou sofrimento
são grandes demais,
não se esqueça:
pelo menos uma
vez na história da
humanidade,
alguém mais já
viveu exatamente o que
você está vivendo.

Todas as dores da
humanidade são isso:
dores da humanidade,
combate entre mente
e coração,
eu e ego,
amor e medo.

Sintonize-se com o amor,
preocupe-se apenas
com isso.
Vá adiante.
Lembre-se:
você pode estar tão
perto de onde quer
chegar que,
talvez,
a felicidade seja
só seguir em frente.

TEXTO DE: Flávia Melissa
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 28 de Abril de 2.015.
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Olhe Ao Redor

Olhe para todos a seu
redor e veja o que temos
feito de nós.
Não temos amado,
acima de todas as coisas.
Não temos aceito
o que não entendemos
porque não queremos
passar por tolos.

Temos amontoado
coisas,
coisas e coisas,
mas não temos um
ao outro.
Não temos nenhuma
alegria que já não
esteja catalogada.
Temos construído
catedrais,
e ficado do lado
de fora,
pois as catedrais
que nós mesmos
construímos,
tememos que sejam
armadilhas.

Não nos
temos entregue a
nós mesmos,
pois isso
seria o começo de
uma vida larga e
nós a tememos.

Temos evitado cair
de joelhos diante do
primeiro de nós que
por amor diga:
tens medo.

Temos organizado associações
e clubes sorridentes onde
se serve com ou
sem soda.

Temos procurado
nos salvar, mas sem usar
a palavra salvação para não
nos envergonharmos
de ser inocentes.
Não temos usado
a palavra amor para não
termos de reconhecer sua
contextura de ódio,
de ciúme e de tantos
outros contraditórios.

Temos mantido em segredo
a nossa morte para tornar
nossa vida possível.
Muitos de nós fazem arte por
não saber como é a outra coisa.
Temos disfarçado
com falso amor a
nossa indiferença,
sabendo que nossa
indiferença é angústia
disfarçada.

Temos disfarçado com o
pequeno medo o grande
medo maior e por isso
nunca falamos o que
realmente importa.
Falar no que realmente
importa é considerado
uma gafe.

Não temos adorado por termos
a sensata mesquinhez de nos
lembrarmos a tempo dos
falsos deuses.
Não temos sido puros
e ingênuos para não
rirmos de nós mesmos
e para que no fim do
dia possamos dizer
"pelo menos não fui tolo"
e assim não ficarmos
perplexos antes de
apagar a luz.

Temos sorrido em
público do que não sorriríamos
quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de
fraqueza a nossa
candura.

Temo-nos temido um
ao outro,
acima de tudo.
E a tudo isso consideramos
 a vitória nossa de
cada dia.

TEXTO DE: Clarice Lispector
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 26 de Abril de 2.015.
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VOCÊ OBSERVA AS PEQUENAS COISAS DA VIDA?

Muitas vezes ficamos
preocupados em atingir
grandes metas,
alcançar grandes
realizações,
e nos esquecemos de
observar que
a vida é feita de pequenas
coisas que quase
sempre nos
passam despercebidas
e parecem não fazer
diferença.

Mas se começarmos pelas
pequenas coisas,
veremos que é a partir
delas que acontecem grandes
coisas em nossa vida.

Quando executamos
simples atos,
como fechar uma torneira
para evitar gasto desnecessário,
dar bom-dia ao vizinho,
escutar um amigo que
precisa desabafar,
dar um sorriso a alguém
desconhecido,
ceder lugar no ônibus para
outro sentar-se...
tornamos nossa vida mais alegre
e significativa.

E com certeza nosso dia
terá sido melhor.

Comece a partir de agora,
uma vida diferente.

Pratique atos de gentileza.

Você verá como
isso terá diferença
em sua vida e na do outro.

Não despreze as pequenas
coisas em sua vida,
pois é a partir delas que
você alcançará
grandes realizações.

TEXTO DE: Maria Salette e Wilma Ruggeri
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 25 de Abril de 2.015.
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terça-feira, 21 de abril de 2015

Estação das Perdas

Há horas em nossas vidas que somos
tomados por uma enorme sensação
de inutilidade, de vazio...
Questionamos o porquê de nossa existência
e nada parece fazer sentido.
Concentramos nossa atenção no
lado mais cruel da vida,
aquele que é implacável e a todos
afeta indistintamente:
as perdas do ser humano.

Ao  nascer,
perdemos o aconchego,
a segurança e a proteção do útero.
Ao perdermos o aconchego do útero,
ganhamos os braços do mundo.
Ele nos acolhe:
nos encanta e nos assusta,
nos eleva e nos destrói.

E continuamos a perder..
E seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência
da infância.
A confiança absoluta na
mão que segura nossa mão.
E ao perdê-la,
adquirimos a capacidade
de questionar.
Por que?

Perguntamos a todos
e de tudo.
Abrimos portas para um
novo mundo e fechamos janelas,
irremediavelmente deixadas para trás.
Estamos crescendo.
Nascer, crescer, adolescer,
amadurecer, envelhecer, morrer,
renascer(?)...
Vamos perdendo aos poucos alguns
direitos e conquistando outros.
Perdemos o direito de
poder chorar bem alto,
aos gritos mesmo,
quando algo nos é tomado
contra a vontade.
Perdemos o direito de dizer
absolutamente tudo que nos passa
pela cabeça sem medo de
causar melindres.

Estamos crescidos e nos
ensinam que não devemos
ser tão sinceros.
E aprendemos...
E vamos adolescendo...
 Ganhamos peso,
ganhamos pêlos,
ganhamos altura...
Ganhamos o mundo.

Neste ponto, vivemos em
grande conflito.
O mundo todo nos parece
inadequado aos nossos sonhos...
Ah!
E os sonhos!!!
Ganhamos muitos sonhos.
Sonhamos dormindo,
sonhamos acordados,
sonhamos o tempo todo.
Aí de repente, caímos na real!
Estamos amadurecendo...

E continuamos amadurecendo...
Ganhamos um carro novo,
uma companheira,
ganhamos um diploma.
E desgraçadamente perdemos
o direito de gargalhar,
de andar descalço,
tomar banho de chuva,
lamber os dedos...

Já não pulamos mais no
pescoço de quem amamos e tascamos
aquele beijo estalado...
Mas,
apertamos as mãos
de todos,
ganhamos novos amigos,
ganhamos um bom salário,
 ganhamos reconhecimento,
honrarias,
títulos honorários e a chave da cidade...
E assim,
vamos ganhando tempo...
Enquanto envelhecemos.

De repente percebemos que
ganhamos algumas rugas,
algumas dores nas costas (ou nas pernas),
ganhamos celulite,
estrias,
ganhamos peso...
E perdemos cabelos.
Nos damos conta que perdemos
também o brilho no olhar,
esquecemos os nossos sonhos,
deixamos de sorrir...
Perdemos a esperança.
Estamos envelhecendo.

Não podemos deixar pra fazer
algo quando estivermos morrendo...
Afinal,
quem  nos garante que
haverá mesmo um renascer?

Exceto aquele que
se faz em vida,
pelo perdão a si próprio,
pelo compreender que as perdas fazem parte.
Mas,
que apesar delas,
o sol continua brilhando
e felizmente  chove de vez em quando.
 Que a primavera sempre chega após o inverno,
 que necessita do outono que o antecede...

Que a gente cresça e não
envelheça simplesmente...
Que tenhamos dores nas costas
e alguém que as massageie...
Que tenhamos rugas e boas lembranças...
Que tenhamos juízo mas mantenhamos
o bom humor e um pouco de ousadia...
Que sejamos racionais.
Mas,
lutemos por nossos sonhos...
E, principalmente,
que não digamos apenas eu te amo.
Mas,
ajamos de modo que aqueles
a quem amamos,
sintam-se amados mais
do que saibam-se amados.
Afinal,  o que é o tempo

TEXTO DE: Aila Magalhães
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 24 de Abril de 2.015.
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segunda-feira, 20 de abril de 2015

UM NOVO CAPÍTULO

A vida é como um
livro e é preciso
que se aprenda a
dividi-lo em seus
capítulos.

Uma boa história
em cada capítulo:
é assim que se escreve
um bom livro.
Vivo, intenso,
verdadeiro e bem
dividido.

Não tenha medo
do ponto final.

Os capítulos tem início
e fim e cabe a quem
o escreve perceber
o momento de cada
um terminar.

Permita-se
uma página em branco.
Dê a si mesmo a
oportunidade de
recomeçar.

Uma nova história
só tem início quando
você vira a página.
Por melhor ou pior
que tenha sido
determinada história,
ela precisa ter um
fim para que outra
possa começar.

Não existe hora
certa de se iniciar
um capítulo.
Não precisa ser pela
manhã,
no início do ano,
na segunda-feira.
Ele simplesmente
começa quando você
decidir escrevê-lo.

Só tenha
muito cuidado porque,
para essa escrita
não existe borracha.
Tudo que for escrito
será definitivo,
por isso pense muito
bem sobre o que vai escrever e quem
participará de cada momento.

Personagens entram
e saem da história.

Aceite:
alguns chegam
para ficar,
outros fazem o seu
papel e se vão.
Pode ser que algum
retorne em um
capítulo mais à frente,
nunca se sabe.

Não se prenda aos
personagens secundários.
O único personagem
vitalício nesse livro
é você.

Todos os outros
vão passar,
cedo ou tarde.
Você é o autor,
diretor,
roteirista e
protagonista dessa
história.

É a sua história.

Lápis e papel na mão.
Uma página em branco.

Que tal um novo capítulo?

TEXTO DE: Procura-se.
Fineza nos informar através do e-mail:
mensagem@toninholima.com.br
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Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
no dia 23 de Abril de 2.015.
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