sábado, 22 de julho de 2017

Se você esperar até se sentir pronto, vai esperar pelo resto da vida…

A vida não espera a gente ficar pronto para nada, parece que ela nunca tem tempo, o nosso tempo. Tudo é imprevisível, nada é seguro, e a todo instante nos deparamos com o que não queríamos, não gostaríamos, jamais esperávamos.

Nós nos preparamos todos os dias para o amanhã, estudando, planejando, economizando, na esperança de que o futuro sempre seja melhor do que o hoje. Vamos, assim, nutrindo sonhos de desfrutar o que desejamos no momento certo, quando estivermos preparados para aproveitar o que queremos, junto a quem amamos. É assim que conseguimos lutar e levantar a cada manhã.

Juntamos dinheiro para a tão sonhada viagem a Paris. Economizamos, trocando os shoppings pelas lojas de construção, lutando por cada tijolo da casa que abrigará o nosso lar. Investimos o que podemos e não podemos em nossos filhos, dispondo-lhes inúmeras chances de vencerem na vida. Estudamos, fazemos cursos e mais cursos, sonhando com uma promoção no emprego, ou mesmo com uma proposta que nos eleve ao topo da cadeia empregatícia.

E a gente quer, sobretudo, amar e ser amado, encontrar aquele amor à primeira, segunda e infinitas vistas, aninhando nosso coração junto a sentimentos recíprocos e inteiros. A gente quer ser valorizado por tudo o que temos e podemos oferecer, quer ser admirado e reconhecido pelos pais, pelos amigos, pelo patrão. A gente quer ser um bom exemplo para os filhos, vivendo uma vida correta, para sermos espelhos de tudo o que é bom e faz bem. A gente deseja ser feliz, acima de tudo, junto de quem nos torna melhores.

Mas a vida não espera estarmos prontos para nada, ela parece que nunca tem tempo, o nosso tempo. Tudo é imprevisível, nada é seguro, e a todo instante nos deparamos com o que não queríamos, não gostaríamos, jamais esperávamos.

Porque sempre teremos a impressão de que não ainda estamos preparados para atravessar as provas que se nos impõem inadvertidamente, dia sim e no outro de novo. Nunca estaremos seguramente prontos, principalmente para sofrer os reveses, que não serão poucos.

É bom nos precavermos, planejarmos, economizarmos, para que possamos atravessar ventanias com maior segurança e viver uma velhice ao menos tranquila, porém, caso essa tentativa de controle for excessiva, acabaremos nos decepcionando amargamente. Porque, como se disse, nada nesta vida é uma certeza e apenas a segurança do amor verdadeiro é que nos sustentará durante as noites frias que virão. O amor verdadeiro, sim, é a certeza da vida. Nem mais.

TEXTO DE: Marcel Camargo
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 25 de Julho de 2.017.
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Tempo de mudanças… – Tudo muda. Nós mudamos o tempo todo…

Tudo muda. A inconstância faz parte de nossa existência. A natureza muda a todo o tempo. Nós mudamos a todo o tempo.

A vida é uma constante transformação. Em contraponto, vivemos em uma sociedade que busca a estabilidade. Seu trabalho/carreira deve ser estável. Sua vida afetiva deve ser estável.

E essa loucura contraditória nos deixa mais perdidos do que “achados”: ser bem-sucedido significa viver na constância da estabilidade. Como isso é possível?

Não há o que responder. A estabilidade é uma regra que nos é ditada desde muito cedo. Nossas buscas estão sempre pautadas na estabilidade. “Qual faculdade fazer? Como está o mercado?” E começam aí nossos brigas internas.  A vida vira aquele “estudar, graduar, estar bem empregado, viver um bom relacionamento, comprar uma casa, casar, filhos”. Ufa!

Tudo na perfeita estabilidade, claro! Afinal, a vida é igual pra todo mundo, certo? Somos tão distintos, mas nos dizem muito cedo os passos que devemos seguir. Que ironia! Criaram a receita do sucesso e ela não nos atende.

Somos muito mais versáteis do que acreditamos. Limitamo-nos na crença da constância. Sofremos por esse desencaixe, por não cumprir essa regra. Não sabemos lidar com as mudanças pois criamos um muro. Perdemo-nos dentro desse limite que nos foi imposto. Perdemos por não aceitar a realidade das mudanças. Culpamos a nós mesmos por ser a metamorfose ambulante como já cantava Raul, por não mais [necessariamente nessa ordem] sonharmos com a nossa casa, enquanto em muitos casos preferimos devorar o mundo, explorar, viver outras experiências.

Nós nos culpamos quando aos 30, aos 40 ou aos 50, queremos mudar nosso rumo. A vida já deveria estar ali construída tijolo por tijolo, faltando tão pouco para a perfeição.

Essa mesma culpa torna nossa instabilidade uma doença. E cada necessidade de transformação, torna-se um desafio que não é vivido como aventura. Sofremos ao invés de aproveitar cada mudança.

Criamos obstáculos, sabotamos a nós mesmos. Mudar vai de encontro com a nossa proclamada estabilidade. Em tudo na vida precisamos alcançar esse lugar que nos priva de nós mesmos. Precisamos de [muita] terapia para lidar com a nossa própria natureza humana. Nosso crescimento, nossa transformação, nosso florescer. Somos nossa maior barreira. Criamos outras mais que ditam regras. Essas com as quais não conseguimos viver felizes. Regras que por tantas vezes são cumpridas no automático. Regras que não concordamos, mas nos cobramos vivê-las.

Perante outros fatores, somos uma sociedade que adoece por não viver o que quer. Sofremos de culpa por não nos encaixarmos nessa vida programada. Bloqueamos nossas próprias transformações pelo caráter “instável” delas.

A vida muda. A natureza muda. E nós criamos regras que condenam tais mudanças. E desaprendemos a passar por essas etapas, acomodamos na lama para não sair do lugar comum.

Que ainda haja tempo de aceitar a nossa natureza. Que ainda haja tempo de aprender a amar cada transformação. Que tenhamos saúde para viver de forma plena cada uma delas. Que nossa vida não seja apenas sombra, que seja sempre bem vivida.

O poeta já diz: “Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”

TEXTO DE: Ellen Pederçane
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 24 de Julho de 2.017.
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

NÃO VALE A PENA: SOBRE TUDO O QUE APRENDI SOBRE CONDICIONAMENTOS

Depois de tantas buscas, de tantos sonhos, de tantos encontros e desencontros, surpresas, decepções, recordações, cicatrizes, pausas, atropelos, gente que veio, gente que foi, gente que nunca esteve de verdade, acho que a minha mais pura e sincera intenção é a de não condicionar as minhas atitudes na vida, a de simplesmente ser e fazer o que eu acho que tem que ser feito, sem ressalvas, sem porém, sem depender de nada além de uma escolha minha. Mesmo que eu erre.

Aprendi, ao longo do tempo, que a vida não pode ser encarada como um depender disso ou daquilo para acontecer, como se a bondade ou a maldade ou a gentileza ou o respeito ou o próprio amor exigissem condições e garantias, do tipo “eu só vou ser gentil e te respeitar se você for gentil e me respeitar também” ou “eu só vou te ajudar se você me ajudar também ou se eu ganhar alguma coisa com isso” ou “eu vou te amar desde que”.

Aprendi com a vida a não condicionar, a não ser e agir de acordo com as circunstâncias, por mais que às vezes elas me confrontem e exijam de mim aquilo que ainda não tenho condições de dar.

Mas eu sigo tentando. A cada dia, num só por hoje que virou mantra, sigo tentando me sentir confortável dentro da minha própria pele, vestir a alma e me despir de máscaras, rótulos e disfarces para ser simplesmente do jeito que sou, com todas as imperfeições e padrões que eu ainda não soube transformar, com todos os sentimentos que às vezes explodem em emoções não tão generosas sobre mim e sobre o outro, com todos os julgamentos e críticas que ainda me pegam e me machucam muitas e muitas vezes.

Sigo tentando. Porque aprendi que o caminho de cada um é e sempre será o caminho de cada um. E que a dor ensina e que o erro ensina e que se levantar após uma queda é muito mais valoroso do que nunca ter caído.

Aprendi, depois de me recolher muitas vezes nos silêncios dos meus próprios gritos internos, a não engolir sapo do meu próprio ego, a falar “não” quando eu tiver vontade, a revelar para o outro e para mim mesma o que eu estou sentindo e pensando naquele momento, mesmo sem garantias de reciprocidade, compreensão ou empatia.

Aprendi, depois de me frustrar e me decepcionar muitas vezes com o comportamento de alguém, a não criar expectativas sobre absolutamente nada nem ninguém – e não querer controlar o que não está sob o meu controle – porque cada ser humano é um universo infinitamente particular, de forma que não há nada mais poderoso do que o olhar para dentro. Ninguém muda ninguém, a não ser a si mesmo.

Depois de alguns murros em ponta de faca, aprendi a encarar a vida com mais leveza e mais humor. E a respeitar e me orgulhar de cada marca no meu rosto, de cada imperfeição no meu corpo, de cada cicatriz na minha pele, porque todas essas coisas são parte da minha história, parte de mim, de quem eu fui, de quem eu sou, de tudo o que vivi na vida.

Só por hoje – mantra de sempre – decidi esquecer as pressões que às vezes nos sufocam, respirar respirando, abraçar abraçando, olhar enxergando, porque às vezes a gente não respira como tem que respirar. E não abraça como tem que abraçar. E também só olha, mas não vê realmente. E então os respiros viram dores no peito, e os abraços viram tapinhas nas costas, e as coisas bonitas e verdadeiras passam despercebidas pelo caminho.

Mas eu sigo tentando. Como acredito que todo ser humano deveria fazer um pouquinho. Escutar a música preferida, caminhar de pés descalços, sentir a chuva caindo sobre a pele, escrever aquela carta de amor, cantar e dançar sem medo do ridículo, colecionar amizades e boas lembranças no coração, abrir as janelas da alma, deixar o vento despentear o cabelo, aniversariar todos os dias, viver intensamente todos os momentos, estar efetivamente presente no tempo presente, comer sem culpa, dizer “não” sem culpa, ser feliz sem ressalvas e sem porém. Respeitar-se nas suas limitações. Amar-se nas suas imperfeições. Parar quando sentir que deve parar. Não se culpar tanto. Não se julgar tanto. Não se comparar tanto com nada nem ninguém. Dar asas à imaginação. Acreditar um pouco mais nas pessoas. Acreditar um pouco mais em si mesmo. Sorrir mais. Arriscar mais. Telefonar para um amigo. Desvirtualizar as relações. Ajudar mais. Ajudar-se mais. Ser um pouco mais paciente e mais generoso. Sonhar. Aprender com o outro. Aprender com você mesmo. Não se achar o dono da verdade nem o mais inteligente da mesa. Nunca. Abraçar o que te faz sorrir. Não ter vergonha de amar. Não ter vergonha de ser quem é.

Acho que foi este o meu maior aprendizado na vida: não ter vergonha de ser quem eu sou.

Você não precisa da aprovação de ninguém para fazer o que sabe que tem que ser feito. Simplesmente, não condicione.

Vai lá. E faz.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 21 de Julho de 2.017.
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QUE SEJA INFINITO ENQUANTO MUDAR

“Eu sei que tem pessoas que dizem que essas coisas não acontecem, e que isso serão apenas histórias um dia. Mas agora nós estamos vivos. E nesse momento, eu juro. Nós somos infinitos”.

(As Vantagens de Ser Invisível)

Eu sei. Você sabe. No fundo, bem lá no fundo, a gente sempre soube. Algumas coisas, por mais simples e pequenas que pareçam, precisam de tempo para ser entendidas, digeridas, apreendidas. E aceitas. Sobretudo, aceitas. Acontece muito isso. Você encontra aquelas pessoas todos os dias e, de repente, olha para o rosto de alguém e se dá conta de que alguma coisa mudou. Você olha no espelho e, por um momento, não se reconhece mais. Aquele grande amigo de infância foi embora sem que você tivesse se dado conta. Pessoas com as quais você dividiu uma vida inteira, no curso do tempo, tornaram-se completas desconhecidas. E te mostraram que uma vida inteira pode ser muito pouco quando se tem pela frente toda uma vida. Quando foi que se perderam assim? Quando foi que você se perdeu? Eu sei. Você sabe. Talvez você tenha mesmo a sensação de que tudo esteja diferente, de que as pessoas mudaram, as circunstâncias, os amigos, as estações, os passeios, os assuntos e até mesmo alguns planos e sonhos. E então você se atenta para uma verdade simples, dessas que ficam escancaradas bem na nossa frente, mas que, por nos importarmos demais com tudo o que é externo, nem sempre conseguimos enxergar: não foi o mundo que mudou. Quem mudou foi você.

Será que houve momento exato? Será que infinitos têm pontos finais? Eu já achei que era pra sempre um montão de coisas, até descobrir que é na eternidade do momento presente que elas têm que viver. Ninguém sabe ao certo o que nos espera lá na frente. Ninguém sabe ao certo se o lá na frente realmente existirá um dia, por mais planos e sonhos e metas que a gente trace daqui e dali. O futuro é uma incógnita, um ponto de interrogação, e por mais previsível que ele possa parecer às vezes, existe uma infinidade de coisas que não estão sob o nosso controle.

Deixar de querer controlar o mundo. De todas as lições que venho aprendendo ao longo dos anos, talvez seja esta a que mais tenha me empoderado diante da vida: algumas coisas dependem da gente, outras, não. A vida é o que se faz da vida. O mundo é o que se enxerga do mundo, de modo que ninguém tem o poder de controlar ninguém. O caminho de cada um é e sempre será o caminho de cada um. Você pode caminhar comigo. Eu posso caminhar com você. Mas, por você, eu não posso. E você também não pode por mim. Por melhor que seja a nossa intenção, por mais que a gente se esforce, se cobre, se entregue, se jogue e até se martirize, a gente não tem o poder de mudar o que não quer ser mudado, nem de ajudar o que não quer ser ajudado, nem de prender aquele que não quer mais ficar.

Deixar ir. Porque tudo que se revela no amor só pode existir em liberdade. Pessoas têm tempos diferentes. Acontecimentos têm tempos diferentes. Não adianta sofrer por algo que não depende de você. Não adianta perder a serenidade e o equilíbrio por algo que não quer ser diferente do que é.

Tem gente que era o nosso infinito. Consegue entender o que eu digo? Você respirava aquela pessoa. E condicionava os seus próximos passos aos passos dela, como se só fosse possível existir assim, como se tudo o que fosse realmente significativo dependesse disso, inclusive a existência de um chão no qual pisar. Até que um dia, sabe-se lá como e por que, o infinito acaba, a vida te tira o chão. E, supreendentemente, quando tudo parecia ruir, você descobre aí dentro uma força capaz de te impulsionar. Você perde o chão, mas ganha asas. E começa a respirar sozinho.

Às vezes, nem sempre por uma escolha consciente, acontece de a gente deixar de ser o personagem da história de alguém para virar o protagonista da nossa. E é nesse momento, quando nos empoderemos e nos assumimos cocriadores da nossa própria realidade, que descobrimos o segredo que a bem da verdade já não é segredo nenhum. A chave da nossa felicidade não pode estar em outras mãos que não sejam as nossas próprias.

Coisas ruins vão acontecer. Como eu sempre digo, às vezes você vai mesmo ter que catar os caquinhos do chão e tentar refazer-se com o que restou de tudo isso. Talvez seja mesmo necessário perder e sofrer e cair e perder novamente e sofrer novamente e cair novamente e pensar em desistir várias e várias vezes antes de levantar e seguir em frente, apesar de todos os pesares.

Talvez, bem talvez, seja mesmo preciso perder o chão pra que a gente descubra o quanto é infinitamente capaz de voar.

Ser infinito. E então, um dia, num daqueles dias que valem por toda uma vida, a gente desperta para aquela verdade há muito escancarada dentro de nós: infinito não é o que não tem fim, mas, sim, o que sempre representou um novo começo.

É na eternidade do momento presente que tudo tem que viver. Inclusive, os nossos infinitos. E os nossos recomeços também.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 21 de Julho de 2.017.
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Porque dói tanto ter que deixar partir quem a gente sempre quis que ficasse, mas que nunca nos fez bem?

A gente não precisa fugir dos sentimentos, mas confrontá-los quando a força deles em nós esta ligada aos significados que nós mesmos construímos em relação aquela pessoa o tempo em que estivemos do lado delas. A gente cria sonhos, expectativas e até qualidades.

A gente imagina uma vida, a gente começa a viver todos os dias já pensando no que fazer amanhã, e, quando os nós se desatam, quando a venda cai dos nossos olhos, quando começamos a sentir que ele(a) não é nada daquilo que nós por descuido desenhamos, nos decepcionamos, e é ai que entra o trabalhar do tempo e a nossa decisão em continuar vivendo sem permitirmos com que toda aquela desilusão nos acompanhe.

Alguns relacionamentos não são pra ser! Só que a gente só aprende isto depois que dá com a cara na porta, depois que se fere, que se lasca pela vida afora, que comete tantos absurdos por um alguém que realmente não está na vontade de Deus pra nós.

Mas o bom disto tudo é que quando nos colocamos aos cuidados dEle, permitindo com que Ele nos cuide, uma das primeiras coisas que Ele faz é nos livrar do mal, é nos tirar do caminho que esta nos direcionando a um abismo profundo e sem volta, é nos afastar do que só nos causará danos futuros, e 
sabe o que acontece? A gente fica sem chão, sem entender absolutamente nada, sofrendo, se lamentando e achando que é por amor.

Nenhuma perda traz alegria, mesmo que seja daquilo que só nos maltratava, e sabem porque? Porque tudo que esta grudado, forçado, pregado em nós pela insistência dói quando precisa ser arrancado. Dói quando precisa ser destruído, dói quando precisa ser lançado pra longe sem culpa ou remorso.

Mas a ferida que fica é cicatrizada pela nossa força de vontade, e, pelo que nós descobrimos após tudo que se foi e que até ontem parecia ser o nosso porto seguro.

TEXTO DE: Cecilia Sfalsin
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 20 de Julho de 2.017.
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domingo, 16 de julho de 2017

O que cada emoção está desesperadamente tentando lhe dizer

Seu espírito e corpo se comunicam com você de várias maneiras. Uma delas é a linguagem das emoções.

Elas se manifestam em maneiras que podem afetar seu pensamento racional, normalmente, deixando-o confuso por se sentir de certa maneira em dado momento.

Se você aprender a se comunicar consigo mesmo, você vai descobrir que todas as emoções, “boas” ou “ruins”, na verdade, estão ali para ajudá-lo.

Elas são como um mapa que lhe mostra o que está fora de alinhamento e onde você precisa prestar mais atenção e logo corrigir.

Não há emoções negativas ou positivas. Na verdade, existem emoções que exigem que você dê um passo para trás e ouça bem, e há emoções que o incentivam a seguir em frente, repleto de energia.

Mas todas essas emoções estão lá para nos ajudar a viver a melhor vida que pudermos ter.

Costumamos evitar emoções “negativas”, seja fugindo ou nos distraindo delas. Isso é quando elas se tornam negativas. Tudo que você tem a fazer é abraçá-las e ouvir o que elas têm a dizer. Elas expressam algo que as camadas mais profundas de si mesmo tentam  lhe dizer.

Isto é o que cada emoção está tentando lhe dizer:

Amargura: Mostra onde você precisa se curar, onde você ainda está mantendo julgamentos sobre os outros e de você mesmo.

Ressentimento: Mostra onde você está morando no passado e não permite que o presente fique como está no momento.

Desconforto: Mostra que você precisa prestar atenção no agora, naquilo que está acontecendo no presente. Você sente isso porque está sendo dada a oportunidade de mudar, fazer algo diferente do que você normalmente faz.

Raiva: Mostra pelo o que você é apaixonado, onde estão os seus limites e o que você acredita que precisa mudar sobre o mundo.

Decepção: Mostra que você tentou algo, que não cedeu à apatia, e que você ainda se importa.

Culpa: Mostra que você ainda vive a vida nas expectativas de outras pessoas sobre o que você deve ser e fazer.

Vergonha: Você está internalizando as crenças de outras pessoas sobre quem você deveria ser e que precisa se reconectar com si mesmo.

Ansiedade: Mostra que você precisa acordar, agora mesmo, e que você precisa estar presente. Ela mostra que você está preso no passado e vive com medo do futuro.

Tristeza: Mostra a profundidade do seu coração, a profundidade do seu cuidado para os outros e com este mundo, a profundidade dos seus sentimentos.

TEXTO DE: Traduzido pela equipe de O Segredo  Fonte: Life Coach Code
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 19 de Julho de 2.017.
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A vida é uma dança.

Quando uma porta se fecha, outra se abre; quando um caminho termina, outro começa... nada é estático no Universo, tudo se move sem parar e tudo se transforma sempre para melhor.

Habitue-se a pensar desta forma: tudo que chega é bom, tudo que parte também. É a dança da vida... dance-a da forma como ela se apresentar, sem apego ou resistência.

Não se apavore com as doenças... elas são despertadores, têm a missão de nos acordar. De outra forma permaneceríamos distraídos com as seduções do mundo material, esquecidos do que viemos fazer neste planeta. O universo nos mandou aqui para coisas mais importantes do que comer, dormir, pagar contas...

Viemos para realizar o Divino em nós. Toda inércia é um desserviço à obra divina. Há um mundo a ser transformado, seu papel é contribuir para deixá-lo melhor do que você o encontrou. Recursos para isso você tem, só falta a vontade de servir a Deus servindo aos homens.

Não diga que as pessoas são difíceis e que convivência entre seres humanos é impossível. Todos estão se esforçando para cumprir bem a missão que lhes foi confiada. Se você já anda mais firme, tenha paciência com os seus companheiros de jornada. Embora os caminhos sejam diferentes, estamos todos seguindo na mesma direção, em busca da mesma luz.

E sempre que a impaciência ameaçar a sua boa vontade com o caminhar de um semelhante, faça o exercício da compaixão. Ele vai ajudá-lo a perceber que na verdade ninguém está atrapalhando o seu caminho nem querendo lhe fazer nenhum mal, está apenas tentando ser feliz, assim como você.

Quando nos colocamos no lugar do outro, algo muito mágico acontece dentro de nós: o coração se abre, a generosidade se instala dentro dele e nasce a partir daí uma enorme compreensão acerca do propósito maior da existência, que é a prática do AMOR. 

Quando olhamos uma pessoa com os olhos do coração, percebemos o parentesco de nossas almas.

Somos uma só energia, juntos formamos um imenso tecido de luz... Não existem as distâncias físicas. A Física Quântica já provou que é tudo uma ilusão. Estamos interligados por fios invisíveis que nos conectam ao Criador da vida. A minha tristeza contamina o bem-estar do meu vizinho, assim como a 
minha alegria entusiasma alguém do outro lado do mundo. É impossível ferir alguém sem ser ferido também, lembre-se disso.

O exercício diário da compaixão faz de nós seres humanos de primeira classe.

TEXTO DE: Mensagem espiritual de André Luis
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 18 de Julho de 2.017.
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