O perdão é uma ferramenta indispensável para nossa libertação

Se me perguntarem qual o sentimento mais libertador, eu direi, sem pensar muito, que é o ato de perdoar.

O perdão, através do verdadeiro acolhimento e da real compreensão da situação que nos magoou, consegue nos encaminhar para a alforria de qualquer dor, cisão, e nos abre o caminho para a verdadeira inteireza.

Quando me refiro ao ato de perdoar, não é sobre o perdão eclesiástico, por medo de arder no fogo do inferno.

Muito menos referente à submissão de outrem à nossa própria altivez, nos delegando algum poder ou superioridade, como se tivéssemos o poder divino de decisão.

Não estou falando também de empurrar emoções para debaixo do tapete, motivado(a) pela ilusão de que sentimentos reprimidos não representam ameaças.

Não. Falo sobre a compreensão genuína das nossas mágoas, ressentimentos, medos e melindres, para que possamos acolhê-los, compreendê-los e perdoar a nós mesmos e aos outros.

Viver, conviver, compartilhar significam ganhos e perdas nas relações. As pessoas são diferentes, têm suas dificuldades, suas inseguranças, suas carências, e quando isso é colocado em xeque ou em confronto com o outro, o cálice transborda.

Na maioria das vezes sobram ressentimentos, amarguras e uma terrível sensação de decepção e desamparo.

Quem nunca se sentiu assim?

Pois é, mas a vida continua e precisamos estar inteiros e disponíveis para sermos quem em verdade somos.

Não podemos carregar uma bagagem pesada  e estarmos, ao mesmo tempo, livres e íntegros.

Quando um copo está cheio, uma gota o faz transbordar.

As pessoas são humanas, como nós; erram, acertam; não se pode esquecer que ninguém é igual sempre.

O que eu fui ontem, certamente não é mais o que sou hoje.

Os sentimentos mudam, os valores também.

Ficarmos atrelados ao passado, seja nosso ou do outro, é estúpido, improdutivo e, o pior, involutivo.

Ser tomado pela fúria e por mágoas demanda muita adrenalina, desgaste físico, emocional, mental e energético.

Perdemos muito, em todos os sentidos,  com essas emoções.

Precisamos exonerar pensamentos obsessivos que insistem em nos perseguir e se instalar em nosso emocional. 

Se estamos lotados de raiva,  rancor e anseios de retaliação, contaminamos nosso ambiente, as pessoas, nossos projetos, nossos desejos, e perdemos essa energia fecunda que nos faz prósperos, bem-sucedidos, amados, criativos, generosos e consequentemente inteiros e mais felizes.

“Uma certa vez um velho índio disse:

dentro de mim, existem dois cachorros: um deles é cruel e perverso, o outro, generoso e magnânimo.

Os dois estão sempre brigando!

Quando perguntaram qual dos dois cães ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: aquele que eu alimento!”

Para todos nós muita luz sempre!

TEXTO DE: Wanda Alves
* * * * * * * * * * * * * * *
Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 24 de Março de 2.017.
* * * * * * * * * * * * * * *
AJUDE-NOS A AJUDAR
Só de clicar nos links de propagandas deste blog você ajuda a Campanha Natal Solidário que promovemos há 23 anos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Não desista!

Ser alguém

Responsabilidade afetiva