quinta-feira, 20 de julho de 2017

NÃO VALE A PENA: SOBRE TUDO O QUE APRENDI SOBRE CONDICIONAMENTOS

Depois de tantas buscas, de tantos sonhos, de tantos encontros e desencontros, surpresas, decepções, recordações, cicatrizes, pausas, atropelos, gente que veio, gente que foi, gente que nunca esteve de verdade, acho que a minha mais pura e sincera intenção é a de não condicionar as minhas atitudes na vida, a de simplesmente ser e fazer o que eu acho que tem que ser feito, sem ressalvas, sem porém, sem depender de nada além de uma escolha minha. Mesmo que eu erre.

Aprendi, ao longo do tempo, que a vida não pode ser encarada como um depender disso ou daquilo para acontecer, como se a bondade ou a maldade ou a gentileza ou o respeito ou o próprio amor exigissem condições e garantias, do tipo “eu só vou ser gentil e te respeitar se você for gentil e me respeitar também” ou “eu só vou te ajudar se você me ajudar também ou se eu ganhar alguma coisa com isso” ou “eu vou te amar desde que”.

Aprendi com a vida a não condicionar, a não ser e agir de acordo com as circunstâncias, por mais que às vezes elas me confrontem e exijam de mim aquilo que ainda não tenho condições de dar.

Mas eu sigo tentando. A cada dia, num só por hoje que virou mantra, sigo tentando me sentir confortável dentro da minha própria pele, vestir a alma e me despir de máscaras, rótulos e disfarces para ser simplesmente do jeito que sou, com todas as imperfeições e padrões que eu ainda não soube transformar, com todos os sentimentos que às vezes explodem em emoções não tão generosas sobre mim e sobre o outro, com todos os julgamentos e críticas que ainda me pegam e me machucam muitas e muitas vezes.

Sigo tentando. Porque aprendi que o caminho de cada um é e sempre será o caminho de cada um. E que a dor ensina e que o erro ensina e que se levantar após uma queda é muito mais valoroso do que nunca ter caído.

Aprendi, depois de me recolher muitas vezes nos silêncios dos meus próprios gritos internos, a não engolir sapo do meu próprio ego, a falar “não” quando eu tiver vontade, a revelar para o outro e para mim mesma o que eu estou sentindo e pensando naquele momento, mesmo sem garantias de reciprocidade, compreensão ou empatia.

Aprendi, depois de me frustrar e me decepcionar muitas vezes com o comportamento de alguém, a não criar expectativas sobre absolutamente nada nem ninguém – e não querer controlar o que não está sob o meu controle – porque cada ser humano é um universo infinitamente particular, de forma que não há nada mais poderoso do que o olhar para dentro. Ninguém muda ninguém, a não ser a si mesmo.

Depois de alguns murros em ponta de faca, aprendi a encarar a vida com mais leveza e mais humor. E a respeitar e me orgulhar de cada marca no meu rosto, de cada imperfeição no meu corpo, de cada cicatriz na minha pele, porque todas essas coisas são parte da minha história, parte de mim, de quem eu fui, de quem eu sou, de tudo o que vivi na vida.

Só por hoje – mantra de sempre – decidi esquecer as pressões que às vezes nos sufocam, respirar respirando, abraçar abraçando, olhar enxergando, porque às vezes a gente não respira como tem que respirar. E não abraça como tem que abraçar. E também só olha, mas não vê realmente. E então os respiros viram dores no peito, e os abraços viram tapinhas nas costas, e as coisas bonitas e verdadeiras passam despercebidas pelo caminho.

Mas eu sigo tentando. Como acredito que todo ser humano deveria fazer um pouquinho. Escutar a música preferida, caminhar de pés descalços, sentir a chuva caindo sobre a pele, escrever aquela carta de amor, cantar e dançar sem medo do ridículo, colecionar amizades e boas lembranças no coração, abrir as janelas da alma, deixar o vento despentear o cabelo, aniversariar todos os dias, viver intensamente todos os momentos, estar efetivamente presente no tempo presente, comer sem culpa, dizer “não” sem culpa, ser feliz sem ressalvas e sem porém. Respeitar-se nas suas limitações. Amar-se nas suas imperfeições. Parar quando sentir que deve parar. Não se culpar tanto. Não se julgar tanto. Não se comparar tanto com nada nem ninguém. Dar asas à imaginação. Acreditar um pouco mais nas pessoas. Acreditar um pouco mais em si mesmo. Sorrir mais. Arriscar mais. Telefonar para um amigo. Desvirtualizar as relações. Ajudar mais. Ajudar-se mais. Ser um pouco mais paciente e mais generoso. Sonhar. Aprender com o outro. Aprender com você mesmo. Não se achar o dono da verdade nem o mais inteligente da mesa. Nunca. Abraçar o que te faz sorrir. Não ter vergonha de amar. Não ter vergonha de ser quem é.

Acho que foi este o meu maior aprendizado na vida: não ter vergonha de ser quem eu sou.

Você não precisa da aprovação de ninguém para fazer o que sabe que tem que ser feito. Simplesmente, não condicione.

Vai lá. E faz.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 21 de Julho de 2.017.
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QUE SEJA INFINITO ENQUANTO MUDAR

“Eu sei que tem pessoas que dizem que essas coisas não acontecem, e que isso serão apenas histórias um dia. Mas agora nós estamos vivos. E nesse momento, eu juro. Nós somos infinitos”.

(As Vantagens de Ser Invisível)

Eu sei. Você sabe. No fundo, bem lá no fundo, a gente sempre soube. Algumas coisas, por mais simples e pequenas que pareçam, precisam de tempo para ser entendidas, digeridas, apreendidas. E aceitas. Sobretudo, aceitas. Acontece muito isso. Você encontra aquelas pessoas todos os dias e, de repente, olha para o rosto de alguém e se dá conta de que alguma coisa mudou. Você olha no espelho e, por um momento, não se reconhece mais. Aquele grande amigo de infância foi embora sem que você tivesse se dado conta. Pessoas com as quais você dividiu uma vida inteira, no curso do tempo, tornaram-se completas desconhecidas. E te mostraram que uma vida inteira pode ser muito pouco quando se tem pela frente toda uma vida. Quando foi que se perderam assim? Quando foi que você se perdeu? Eu sei. Você sabe. Talvez você tenha mesmo a sensação de que tudo esteja diferente, de que as pessoas mudaram, as circunstâncias, os amigos, as estações, os passeios, os assuntos e até mesmo alguns planos e sonhos. E então você se atenta para uma verdade simples, dessas que ficam escancaradas bem na nossa frente, mas que, por nos importarmos demais com tudo o que é externo, nem sempre conseguimos enxergar: não foi o mundo que mudou. Quem mudou foi você.

Será que houve momento exato? Será que infinitos têm pontos finais? Eu já achei que era pra sempre um montão de coisas, até descobrir que é na eternidade do momento presente que elas têm que viver. Ninguém sabe ao certo o que nos espera lá na frente. Ninguém sabe ao certo se o lá na frente realmente existirá um dia, por mais planos e sonhos e metas que a gente trace daqui e dali. O futuro é uma incógnita, um ponto de interrogação, e por mais previsível que ele possa parecer às vezes, existe uma infinidade de coisas que não estão sob o nosso controle.

Deixar de querer controlar o mundo. De todas as lições que venho aprendendo ao longo dos anos, talvez seja esta a que mais tenha me empoderado diante da vida: algumas coisas dependem da gente, outras, não. A vida é o que se faz da vida. O mundo é o que se enxerga do mundo, de modo que ninguém tem o poder de controlar ninguém. O caminho de cada um é e sempre será o caminho de cada um. Você pode caminhar comigo. Eu posso caminhar com você. Mas, por você, eu não posso. E você também não pode por mim. Por melhor que seja a nossa intenção, por mais que a gente se esforce, se cobre, se entregue, se jogue e até se martirize, a gente não tem o poder de mudar o que não quer ser mudado, nem de ajudar o que não quer ser ajudado, nem de prender aquele que não quer mais ficar.

Deixar ir. Porque tudo que se revela no amor só pode existir em liberdade. Pessoas têm tempos diferentes. Acontecimentos têm tempos diferentes. Não adianta sofrer por algo que não depende de você. Não adianta perder a serenidade e o equilíbrio por algo que não quer ser diferente do que é.

Tem gente que era o nosso infinito. Consegue entender o que eu digo? Você respirava aquela pessoa. E condicionava os seus próximos passos aos passos dela, como se só fosse possível existir assim, como se tudo o que fosse realmente significativo dependesse disso, inclusive a existência de um chão no qual pisar. Até que um dia, sabe-se lá como e por que, o infinito acaba, a vida te tira o chão. E, supreendentemente, quando tudo parecia ruir, você descobre aí dentro uma força capaz de te impulsionar. Você perde o chão, mas ganha asas. E começa a respirar sozinho.

Às vezes, nem sempre por uma escolha consciente, acontece de a gente deixar de ser o personagem da história de alguém para virar o protagonista da nossa. E é nesse momento, quando nos empoderemos e nos assumimos cocriadores da nossa própria realidade, que descobrimos o segredo que a bem da verdade já não é segredo nenhum. A chave da nossa felicidade não pode estar em outras mãos que não sejam as nossas próprias.

Coisas ruins vão acontecer. Como eu sempre digo, às vezes você vai mesmo ter que catar os caquinhos do chão e tentar refazer-se com o que restou de tudo isso. Talvez seja mesmo necessário perder e sofrer e cair e perder novamente e sofrer novamente e cair novamente e pensar em desistir várias e várias vezes antes de levantar e seguir em frente, apesar de todos os pesares.

Talvez, bem talvez, seja mesmo preciso perder o chão pra que a gente descubra o quanto é infinitamente capaz de voar.

Ser infinito. E então, um dia, num daqueles dias que valem por toda uma vida, a gente desperta para aquela verdade há muito escancarada dentro de nós: infinito não é o que não tem fim, mas, sim, o que sempre representou um novo começo.

É na eternidade do momento presente que tudo tem que viver. Inclusive, os nossos infinitos. E os nossos recomeços também.

TEXTO DE: Ana Paula Ramos
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 21 de Julho de 2.017.
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Porque dói tanto ter que deixar partir quem a gente sempre quis que ficasse, mas que nunca nos fez bem?

A gente não precisa fugir dos sentimentos, mas confrontá-los quando a força deles em nós esta ligada aos significados que nós mesmos construímos em relação aquela pessoa o tempo em que estivemos do lado delas. A gente cria sonhos, expectativas e até qualidades.

A gente imagina uma vida, a gente começa a viver todos os dias já pensando no que fazer amanhã, e, quando os nós se desatam, quando a venda cai dos nossos olhos, quando começamos a sentir que ele(a) não é nada daquilo que nós por descuido desenhamos, nos decepcionamos, e é ai que entra o trabalhar do tempo e a nossa decisão em continuar vivendo sem permitirmos com que toda aquela desilusão nos acompanhe.

Alguns relacionamentos não são pra ser! Só que a gente só aprende isto depois que dá com a cara na porta, depois que se fere, que se lasca pela vida afora, que comete tantos absurdos por um alguém que realmente não está na vontade de Deus pra nós.

Mas o bom disto tudo é que quando nos colocamos aos cuidados dEle, permitindo com que Ele nos cuide, uma das primeiras coisas que Ele faz é nos livrar do mal, é nos tirar do caminho que esta nos direcionando a um abismo profundo e sem volta, é nos afastar do que só nos causará danos futuros, e 
sabe o que acontece? A gente fica sem chão, sem entender absolutamente nada, sofrendo, se lamentando e achando que é por amor.

Nenhuma perda traz alegria, mesmo que seja daquilo que só nos maltratava, e sabem porque? Porque tudo que esta grudado, forçado, pregado em nós pela insistência dói quando precisa ser arrancado. Dói quando precisa ser destruído, dói quando precisa ser lançado pra longe sem culpa ou remorso.

Mas a ferida que fica é cicatrizada pela nossa força de vontade, e, pelo que nós descobrimos após tudo que se foi e que até ontem parecia ser o nosso porto seguro.

TEXTO DE: Cecilia Sfalsin
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 20 de Julho de 2.017.
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domingo, 16 de julho de 2017

O que cada emoção está desesperadamente tentando lhe dizer

Seu espírito e corpo se comunicam com você de várias maneiras. Uma delas é a linguagem das emoções.

Elas se manifestam em maneiras que podem afetar seu pensamento racional, normalmente, deixando-o confuso por se sentir de certa maneira em dado momento.

Se você aprender a se comunicar consigo mesmo, você vai descobrir que todas as emoções, “boas” ou “ruins”, na verdade, estão ali para ajudá-lo.

Elas são como um mapa que lhe mostra o que está fora de alinhamento e onde você precisa prestar mais atenção e logo corrigir.

Não há emoções negativas ou positivas. Na verdade, existem emoções que exigem que você dê um passo para trás e ouça bem, e há emoções que o incentivam a seguir em frente, repleto de energia.

Mas todas essas emoções estão lá para nos ajudar a viver a melhor vida que pudermos ter.

Costumamos evitar emoções “negativas”, seja fugindo ou nos distraindo delas. Isso é quando elas se tornam negativas. Tudo que você tem a fazer é abraçá-las e ouvir o que elas têm a dizer. Elas expressam algo que as camadas mais profundas de si mesmo tentam  lhe dizer.

Isto é o que cada emoção está tentando lhe dizer:

Amargura: Mostra onde você precisa se curar, onde você ainda está mantendo julgamentos sobre os outros e de você mesmo.

Ressentimento: Mostra onde você está morando no passado e não permite que o presente fique como está no momento.

Desconforto: Mostra que você precisa prestar atenção no agora, naquilo que está acontecendo no presente. Você sente isso porque está sendo dada a oportunidade de mudar, fazer algo diferente do que você normalmente faz.

Raiva: Mostra pelo o que você é apaixonado, onde estão os seus limites e o que você acredita que precisa mudar sobre o mundo.

Decepção: Mostra que você tentou algo, que não cedeu à apatia, e que você ainda se importa.

Culpa: Mostra que você ainda vive a vida nas expectativas de outras pessoas sobre o que você deve ser e fazer.

Vergonha: Você está internalizando as crenças de outras pessoas sobre quem você deveria ser e que precisa se reconectar com si mesmo.

Ansiedade: Mostra que você precisa acordar, agora mesmo, e que você precisa estar presente. Ela mostra que você está preso no passado e vive com medo do futuro.

Tristeza: Mostra a profundidade do seu coração, a profundidade do seu cuidado para os outros e com este mundo, a profundidade dos seus sentimentos.

TEXTO DE: Traduzido pela equipe de O Segredo  Fonte: Life Coach Code
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 19 de Julho de 2.017.
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A vida é uma dança.

Quando uma porta se fecha, outra se abre; quando um caminho termina, outro começa... nada é estático no Universo, tudo se move sem parar e tudo se transforma sempre para melhor.

Habitue-se a pensar desta forma: tudo que chega é bom, tudo que parte também. É a dança da vida... dance-a da forma como ela se apresentar, sem apego ou resistência.

Não se apavore com as doenças... elas são despertadores, têm a missão de nos acordar. De outra forma permaneceríamos distraídos com as seduções do mundo material, esquecidos do que viemos fazer neste planeta. O universo nos mandou aqui para coisas mais importantes do que comer, dormir, pagar contas...

Viemos para realizar o Divino em nós. Toda inércia é um desserviço à obra divina. Há um mundo a ser transformado, seu papel é contribuir para deixá-lo melhor do que você o encontrou. Recursos para isso você tem, só falta a vontade de servir a Deus servindo aos homens.

Não diga que as pessoas são difíceis e que convivência entre seres humanos é impossível. Todos estão se esforçando para cumprir bem a missão que lhes foi confiada. Se você já anda mais firme, tenha paciência com os seus companheiros de jornada. Embora os caminhos sejam diferentes, estamos todos seguindo na mesma direção, em busca da mesma luz.

E sempre que a impaciência ameaçar a sua boa vontade com o caminhar de um semelhante, faça o exercício da compaixão. Ele vai ajudá-lo a perceber que na verdade ninguém está atrapalhando o seu caminho nem querendo lhe fazer nenhum mal, está apenas tentando ser feliz, assim como você.

Quando nos colocamos no lugar do outro, algo muito mágico acontece dentro de nós: o coração se abre, a generosidade se instala dentro dele e nasce a partir daí uma enorme compreensão acerca do propósito maior da existência, que é a prática do AMOR. 

Quando olhamos uma pessoa com os olhos do coração, percebemos o parentesco de nossas almas.

Somos uma só energia, juntos formamos um imenso tecido de luz... Não existem as distâncias físicas. A Física Quântica já provou que é tudo uma ilusão. Estamos interligados por fios invisíveis que nos conectam ao Criador da vida. A minha tristeza contamina o bem-estar do meu vizinho, assim como a 
minha alegria entusiasma alguém do outro lado do mundo. É impossível ferir alguém sem ser ferido também, lembre-se disso.

O exercício diário da compaixão faz de nós seres humanos de primeira classe.

TEXTO DE: Mensagem espiritual de André Luis
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 18 de Julho de 2.017.
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sábado, 15 de julho de 2017

A rosa interior...

Você não pode dar algo que não tem, só pode dar aquilo que já tem. Se a rosa interior não se abre, todo seu amor nada mais é que palavras. Se a rosa interior se abre, não há necessidade de dizer coisa alguma, nenhuma palavra é necessária. A fragrância em si basta para transmitir a mensagem.

Não importa o lugar em que você esteja ou a pessoa que lhe faça companhia, o amor irradia, pulsa, torna-se uma dança constante de energia ao redor. Mas, primeiro, a rosa do coração tem de se abrir — e ela só pode se abrir se você suprir a necessidade básica, que é a bem-aventurança.

As pessoas amam por desespero. Essa é a coisa mais impossível, não pode acontecer pela própria natureza da existência, não é possível.

As pessoas amam porque estão tristes. Elas procuram o outro porque estão solitárias, e o amor só é possível quando você é feliz. O amor só é possível quando você não se sente sozinho, e sim quando está sozinho; quando você não está chateado consigo mesmo, mas encantado, extasiado consigo.

A meditação ajuda você a ser bem-aventurado... E esta é a corrente: a meditação o deixa bem-aventurado, a bem-aventurança ajuda a rosa do coração a se abrir, e o amor então vem naturalmente, assim como a fragrância vem da rosa.

TEXTO DE: Osho
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 17 de Julho de 2.017.
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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Não desista de você!

Dias difíceis, quem nunca passou por eles? Provações, quem nunca experimentou suas amargas questões?

Todos nós, temos que enfrentar as dificuldades da vida, cheias de obstáculos, desafios, e incógnitas que devemos decifrar, para saber o que realmente a vida espera de nós.

O que ela quer, provavelmente, é que sejamos fortes e perseverantes, para que assim possamos resistir cada prova de fogo. E saber lidar com as mais diversas circunstâncias, e assim contornar cada barreira.

É sempre uma fácil tarefa? Não. Mas, algumas são um pouco mais fáceis, outras estão no nível “hard” super difíceis mesmo. O que na certa fará você acreditar que seja impossível. Mas vale lembrar que não há questões impossíveis para nós humanos, pois, se nossos problemas são de natureza humana, o provável é que o impossível seja inacessível. Os nossos problemas são difíceis, mas não impossíveis para se resolver.

Porém, há algo que eu tenho que lembrar: “ Você provavelmente estará sozinho, pois ninguém vai ajudá-lo a carregar sua cruz “ Mas isso vai depender da qualidade de amigos que você tem, isso mesmo, qualidade, esqueça a quantidade! Pois são nesses momentos que você realmente percebe que apenas conhece muitas pessoas.

Acostume-se com o fato de que muitos o verão afogar-se, e nenhum vai lhe jogar uma boia, nem que seja uma corda, um galho seco para estender e salvar. Não espere o socorro de ninguém, use sua força, mais provavelmente a força da coragem e determinação, para aprender a nadar. 

Também não espere que enquanto você estiver em queda livre, alguém possa ampará-lo, você vai 
cair, e só você mesmo vai se levantar.

Estou sendo pessimista em relação às amizades? Talvez sim, até porque esse caso não se aplica a todos, ainda há muitas amizades verdadeiras por aí, muitos ainda se importam, sempre há um ombro amigo e disponível; assim como também, alguns ouvidos atentos para emprestar as suas lamúrias e abraços confortantes, palavras carinhosas de encorajamento, pessoas que se importam e querem que você saiba que elas estão ali, prontas para ajudar a resolver alguns desafios com você.

Mas, nem sempre será assim, ouso dizer que, o que descrevi agora, são exceção. Pois, há muitos amigos na alegria, para desfrutar da mansidão da vida e aproveitar a brisa, sob a sombra. Mas ai de você quando estiver em tempos ruins, quando o céu escurecer, as águas se agitarem, e a vida colocá-lo de vez em plena tempestade, mais precisamente, no olho do furacão.

Esses amigos somem, esquecem seu nome, respondem suas mensagens com respostas curtas e secas, com um básico “ sim ou não “. E, de repente, você se torna um leproso da Galileia. É quando mais do que nunca, você não deve e nem pode desistir de você.

É duro não encontrar apoio e ter que caminhar sozinho, é doloroso não achar um descanso de um auxilio amigo, mas é preciso continuar seguindo em frente.

Na hora do sufoco, é só você por você mesmo. E aí, você vai se abandonar agora? Vai desistir de tudo, jogar a toalha e dar-se por vencido?

Não se enterre em vida. Lembre-se que você ainda tem 2 pés para atravessar o caminho, e cruzar abismos, mesmo sozinho. Quantos grandes vencedores do esporte, da música, do show business, empreendedores, deram a volta por cima, em um momento em que ninguém mais dava nada por eles – e esses exemplos são muitos, todos nós conhecemos algum. Agora, você imagine se essas pessoas tivessem desistido por falta de apoio, compreensão, ajuda, amizades.

Só você poderá vencer por si mesmo, não espere nada dos outros, espere e confie em sua determinação!

Mesmo que lhe falte forças para continuar, continue andando, mesmo que rastejando, mas não pare, ande o quanto puder, faça uma pausa e respire para recuperar o fôlego, mas continue seguindo em frente. Não dê atenção às chacotas, faça-se de desentendido a elas, ignore os deboches, perdoe os 
ingratos, mas continue sua jornada, pois o acreditar fará você alcançar. É difícil quando estamos desvalidos até para nossos pais, mas o essencial é que você ainda signifique algo para si próprio. O que não podemos perder, de jeito nenhum, é a confiança em nós mesmo.

Não importa quantos dias essa tempestade insista em ficar, porque em determinado momento, ela enfraquece e para de chover, o céu se abre, o pássaros cantam e o arco-íris resplandece.

É preciso existir noite para haver dia, até as trevas antecederam a criação da luz. Esse temporal vai passar e o que a vida quer, é a sua aposta em si mesmo, pois nada é para sempre, nem mesmo nossos problemas. Se tudo tem um fim, a sua provação também será finalizada.

Se não há prolongamento infinito dos dias ruins, é porque os bons também precisam chegar.

TEXTO DE: Alfreda Veríssimo 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 15 de Julho de 2.017.
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Todos nós passamos por problemas, mas tenha certeza de que tudo se ajeita.

Todos nós passamos por problemas, mas tenha certeza de que tudo se ajeita. Acredite e continue sua tarefa de melhorar. Quem não passa por problemas, dificuldades. Quem não tem uma história pra contar. Seja ela Feliz, triste, interessante, surpreendente.

Eu parei pra refletir um pouco. Sentei-me e pensei: Quero me esquecer de tudo por um tempo se a mente permitir. Quero me desligar um pouco dos meus problemas, quero aprender a viver melhor e com mais condições de harmonia em meu interior.

Eu vi que meu caminho tem uma longa trajetória de erros e acertos, fatos que sucederam e me fizeram crescer, muitas vezes na marra.

Eu sempre fui uma pessoa que se apaixonou pelo intenso, que sempre quis de verdade encontrar alguém que não fosse como eu, mas que fosse de coração sincero, e que soubesse chegar sem querer desmanchar a estrutura que fui construindo, aos poucos, aqui dentro.

Eu sofri por amor, assim como tantos outros. Eu vivi dentro da caixa por um tempo, eu me fechei depois de achar que ninguém mais deveria ser confiável.

Hoje, ainda continuo na defensiva, depois de ver como o mundo lá fora machuca, como as pessoas continuam indispostas e sem vontade de proteger, amparar e segurar, de verdade, o coração do outro.

Muitas vezes, nossas histórias se confundem, pois são muito parecidas e cada um cuida de si como pode. Cada um foi viver à sua maneira. Deixando o tempo passar, deixando as dores mais brandas e vendo novamente o sol despontar no horizonte de luz.

Muitos encontraram novos amores, outros já preferiram um tempo de maior solidão interior. Só não queiram remexer nas minhas feridas, porque eu não mexo nas de ninguém. E respeito cada um, como deve ser.

Fui aprendendo a tomar conta da minha vida que, de tão preciosa e rara, deixo entregue à Deus.

Eu sei que temos nosso tempo com Ele aqui, por isso eu não lamento. Por vezes, brigo comigo, falo sozinha, ando pela casa e respondo as próprias perguntas. Penso: Por onde andará aquele tempo em que eu fui mais radiante e deixei o brilho no olhar falar mais alto?

A resposta? Está dentro de mim. Dentro da maneira de reerguer e continuar buscando sonhos e colhendo felicidade.

Só que nessa vida o certo faz parte do incerto. O cotidiano muda dentro de um segundo, assim como as intercorrências no meio do caminho.

Muitas vezes eu pensei: Salve-se, cuide-se, alimente seu espírito e faça suas preces em nome da sua paz desejando que cada um seja feliz a seu modo. Mas, que também me deixem viver!

Aqui dentro o único interesse que tenho é o de manter minha alma mais elevada e deixar pra lá o que não coube mais no meu espaço interno.

Acho que somos importantes demais para nos anularmos por quem nos prejudicou um dia, por quem só nos serviu de ponte para nos aproximarmos mais de nossos próprios sentimentos.

Tudo é questão de aprendizado e sabedoria, pois os sábios são aqueles que, mesmo em silêncio nos olham e nos mostram o caminho para o próprio eu, sem nos rebaixar ou nos colocar à deriva.

Experimente a sensação de todos os dias agradecer e crer que hoje pode dar muito certo e que cada um possui sua aura própria.

Quem se acovarda e vai embora, não merece ficar mesmo em nossa vida. Porque é preciso coragem para muitas coisas, inclusive para amar. Amor não é rota de fuga, não é sair e bater a porta na cara de outra pessoa, sem dizer nada. Não é deixar o coração do outro jogado à própria sorte como quem não está nem aí com sua vida.

Creia, você merece coisa melhor, assim como o seu melhor pode desvendar coisas tão intensas e maravilhosas, que você nem percebeu, enquanto se ocupava com quem não lhe sabia.

Todos nós passamos por problemas e vamos buscando nossas soluções.

Seja no Amor, dentro de nós mesmos. Tenha certeza de que tudo se ajeita. Acredite e continue sua tarefa de melhorar, estudando melhor a cartilha da vida.

TEXTO DE: Sil Guidorizzi 
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Algumas pessoas são mais felizes longe de nós

Existirão uniões que não poderemos manter, amizades que não conseguiremos segurar, por mais que nos esforcemos, porque algumas pessoas somente serão felizes quando não estiverem perto de nós. 

Aceitar isso dói, mas liberta e nos permite prosseguir em paz.

Talvez a consciência de que algumas pessoas não são felizes ao nosso lado seja muito difícil de alcançar, mas ela nos poupa de muito sofrimento e também de que causemos sofrimento na vida de outrem. Ninguém é unanimidade e é por isso mesmo que teremos que nos distanciar de certas pessoas, para o bem delas. Para o nosso bem.

E, aqui, não se trata da ausência de carinho e/ou de amor, mas sim aos casos em que, mesmo havendo afeto entre duas pessoas, elas não conseguem ficar juntas. Por mais que se amem, por mais que queiram conviver, acabarão se machucando, inevitavelmente. E nada, então, poderá fazer com que consigam permanecer juntas. O amor, nesses casos, irá se manifestar na forma da distância forçada. E não será fácil.

Talvez por amarmos de uma forma egoísta, sufocante, ou por sermos sinceros demais com essas pessoas, não conseguiremos nos conter na intensidade de tudo o que lhes ofertamos, no bom e no mau sentido.

Não seremos capazes de deixar que sigam seus voos, de exercitar o amor em liberdade e a empatia afetiva de que os relacionamentos necessitam. 

E é assim que a tristeza se demorará, junto à dor de um amor que machuca - e amor nem é isso.

E como machuca a gente ver o outro se divertindo, respirando com serenidade, sendo ele mesmo, quando longe de nós. Como dói amar a ponto de ter de expulsar alguém de nossas vidas, para que possamos vê-lo finalmente feliz e liberto, ainda que ele relute e insista em ficar.

O amor tem disso: forçar-nos a perceber que o afastamento de quem nos é especial pode ser o melhor, ainda que a saudade nos consuma e nos castigue. Como se vê, nem sempre o erro está no outro, mas sim em nós. 

Algumas vezes, nossa mudança de comportamento salvará os nossos relacionamentos, no entanto, existirão uniões que não poderemos manter, amizades que não conseguiremos segurar, por mais que nos esforcemos, porque algumas pessoas somente serão felizes quando não estiverem perto de nós. Aceitar isso dói, mas liberta e nos permite prosseguir em paz.

TEXTO DE: Marcel Camargo
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 12 de Julho de 2.017.
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Adultos imaturos

Eu te pergunto: Será que você é uma pessoa imatura?

Entenda que maturidade tem a ver com emoção. Se suas emoções são de instabilidade e insegurança, com certeza você está precisando amadurecer - jogar fora a ideia de que tudo pode e deve ser perfeito (pura ilusão) e agir no sentido do feito (ao seu alcance).

Quando você abre mão de algo importante em sua vida para agradar a alguém, você demonstra imaturidade emocional, medo de ficar sozinho, falta de posicionamento diante da vida, e isso o torna cada vez mais desinteressante aos olhos das pessoas à sua volta.

Por outro lado, quando desenvolve sua inteligência emocional, você deixa as infantilidades de lado, para de fazer "joguinhos" e chantagens com os outros, e passa a ser autor, diretor, e protagonista do filme de sua vida.

Amadurecer é tomar consciência de quem ninguém, a não ser você mesmo, é responsável por sua felicidade e que são suas escolhas que definem a vida que você vai ter.

Portanto, a partir de agora, fortaleça suas emoções, aplacando o medo da solidão e abastecendo-se de amor, para que deixe de atitudes infantis pensando que assim vai conseguir prender alguém ao seu lado.

Em seu lar, escolha criar um ambiente de cooperação, dando um basta na imatura competição com seu cônjuge e filhos.

Ajude seus filhos a amadurecer, incentivando-os não só aos estudos, mas, principalmente ao trabalho - onde terão que enfrentar patrões exigentes, ouvir muitos "nãos" da vida e aprender a lidar com as frustrações.

Portanto, se você se identificou com esse tema, e se sente imaturo, é hora de parar de ficar só olhando para si mesmo e suas vontades, e começar a contribuir com a vida dos outros. Não precisa ser dinheiro, se você não puder. Contribua com sua presença, com palavras de incentivo, com verdadeira intenção de fazer a diferença na vida das pessoas.

Sair do seu "castelo dos sonhos" e ter um olhar para a dor do próximo é uma boa forma de crescer emocionalmente e dar mais valor à própria vida.

TEXTO DE: Eliana Barbosa
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 12 de Julho de 2.017.
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domingo, 9 de julho de 2017

O silêncio

Onde quer que você esteja, seja a alma deste lugar. 

Discutir não alimenta. Reclamar não resolve. Revolta não auxilia. Desespero não ilumina. Tristeza não leva a nada. Lágrima não substitui suor. Irritação intoxica. Deserção agrava. Calúnia responde sempre com o pior.

Para todos os males, só existe um medicamento de eficiência comprovada.

Continuar na paz, compreendendo, ajudando, aguardando o concurso sábio do Tempo, na certeza de que o que não for bom para os outros não será bom para nós.

Pessoas feridas ferem pessoas.

Pessoas curadas curam pessoas.

Pessoas amadas amam pessoas.

Pessoas transformadas transformam pessoas.

Pessoas chatas chateiam pessoas.
Pessoas amarguradas amarguram pessoas.

Pessoas santificadas santificam pessoas.

Quem eu sou interfere diretamente naqueles que estão ao meu redor.

Acorde…

Se cubra de Gratidão, se encha de Amor e recomece.

O que for benção pra sua vida, Deus te entregará, e o que não for, ele te livrará!

Um dia bonito nem sempre é um dia de sol.

Mas com certeza é um dia de Paz.

TEXTO DE: Chico Xavier
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 11 de Julho de 2.017.
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sábado, 8 de julho de 2017

E os invejosos que se controlem, porque como diz o ditado, "Aqui se planta, aqui se colhe!"

Não há nada mais pernicioso no ambiente corporativo do que os infelizes sentimentos de inveja.

Por outro lado, se a inveja está presente, este é um claro sinal de que ali há pessoas de valor, despertando emoções confusas em seus colegas de trabalho: em alguns, a admiração - sentimento positivo e construtivo -, e em outros, a inveja - altamente destrutiva, principalmente para quem a carrega dentro de si.

Quem admira o sucesso do outro sabe que também pode realizar muito e procura adotar seu modelo para aprender a ser bem-sucedido. Entretanto, quem inveja o êxito do outro, não percebe que tem potencial para vencer e, então, fica tomado por um sentimento de destruir o que o outro tem de melhor.

Acredito que não seja muito difícil perceber quem inveja quem no ambiente profissional porque o invejoso tem certos comportamentos padrões, embora também existam outros tipos de invejosos camuflados - os "lobos em pele de cordeiros".

O invejoso mais fácil de ser identificado é aquele que despreza quem é o alvo de sua inveja, não apresenta o mínimo de interesse por sua vida, faz de tudo para ofuscar os talentos do outro e gosta de fazer comentários maldosos a seu respeito. Quando tem oportunidade, sem se dar conta, solta algumas "pistas" de sua inveja: "Ah, eu não sou tão inteligente quanto você.", "Você é que é bom nisso.", tentando disfarçar seu incômodo.

O maior perigo é que o invejoso - por acreditar que não consegue se igualar ou ser melhor do que o outro -,  se  tiver um caráter mau, ele é capaz de fazer de tudo para denegrir a imagem de quem ele inveja. Muitas vezes são atos inconscientes, mas há casos em que são bem conscientes, planejados e mal intencionados. São as armadilhas, as calúnias e os "puxões de tapetes", ainda tão comuns no ambiente organizacional. Traições, decepções, desilusões - quanto estrago por causa da inveja!

A minha sugestão para todos aqueles que trabalham junto a outras pessoas,  é que não se iludam em relação a elas, não confiem tanto naqueles que não conhecem tão bem assim, e evitem expor suas vidas. É melhor ser reservado e realizar o próprio trabalho, da melhor forma que puder. Entretanto, muito cuidado: não deixe de brilhar por medo da inveja alheia! Afinal, se o invejam é porque você está fazendo a diferença, porque você tem importância. Você já viu alguém invejar quem está nas piores situações?

Em minhas palestras e atendimentos, gosto de dar esta dica, primordial para  sua sobrevivência em ambientes onde a inveja impera: quando você detectar um invejoso em seu convívio, procure, de forma sincera, exaltar as qualidades dele. Quando possível, elogie um talento que ele tem e peça-o que lhe ensine alguma coisa que ele saiba fazer bem. Essa atitude, inteligente e humilde, tem o poder de, pouco a pouco, desarmar o invejoso, além de ser uma forma caridosa de incentivá-lo a descobrir seu próprio valor.

Portanto, sem medo da inveja alheia, ofereça o máximo de seu talento em tudo o que fizer e, com a consciência tranquila, não se esconda, porque o mundo precisa de pessoas como você, irradiando energias de sucesso, otimismo e competência, por onde passam.

Nada melhor do que um dia depois do outro para se encaixarem as peças deste grande "quebra-cabeça" que é a vida. E os invejosos que se controlem, porque como diz o ditado, "Aqui se planta, aqui se colhe!"

TEXTO DE: Eliana Barbosa
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 10 de Julho de 2.017.
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sexta-feira, 7 de julho de 2017

É inútil semear em corações estéreis.

Tem gente que não quer, não sabe, recusa-se a amar, a se lançar, a se permitir ser invadido por alguém. Por medo, por covardia, por traumas, sabe-se lá, ou porque simplesmente perdeu a esperança de ser feliz no amor.

Inúmeras são as razões para o fechamento do próprio coração, várias são as dores que antecedem um coração frágil e machucado. E, caso a pessoa não se ajude, amor nenhum quebrará o muro da indiferença que então se instala.

Nem sempre o amor é bonito, nem sempre será para sempre. Existem rompimentos mais ou menos tranquilos e existem finais que podem tanto fortalecer quanto enfraquecer os sonhos da essência de cada um. E algumas pessoas nunca receberam o amor verdadeiro que cura e ilumina, ou seja, tornaram-se incapazes de perceber quando há verdade tranquila nos sentimentos alheios.

Por outro lado, haverá sempre quem ama além da conta, além de si mesmo, transbordando afeto sincero e pronto para a partilha recíproca de verdades que possam se completar. São indivíduos que acreditam na felicidade a dois, sem temores, sem hesitar, porque já vivenciaram o prazer que o conforto amoroso traz consigo. E, ainda que se decepcionem e quebrem a cara, jamais se distanciam de tudo o que sempre sonharam viver junto a alguém com verdade.

Sim, cada pessoa irá reagir ao que lhe acontece de uma maneira peculiar, portanto, cabe-nos entender o que o outro é e tem a oferecer. Esse entendimento do outro é que nos poderá guiar, para que não esperemos demais de quem não tem condições de muito oferecer, em termos de amizade, de afeto, de guarida, de amor enfim.

Achar que todos terão um coração igual ao nosso é uma das piores atitudes que poderíamos tomar.

Encontrar um coração que seja capaz de corresponder a tudo o que carregamos, sem que toda a carga pese somente do nosso lado não será uma tarefa fácil. No entanto, no fundo, a gente sabe bem quando as sementes lançadas demoram demais a germinar, além da conta, além do que nosso coração é capaz de suportar. Esperar luz de quem não a possui é tão inútil quanto regar terrenos estéreis.

E o mesmo vale para os corações. Escolha com sabedoria os corações onde poderá repousar o que você tem de melhor. É assim que a gente não desaba.

TEXTO DE: Marcel Camargo
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 07 de Julho de 2.017.
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quinta-feira, 6 de julho de 2017

NÃO AGRADE OS INGRATOS, NEM SIRVA AOS FOLGADOS

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, de servir gente folgada, de nutrir amizades duvidosas, para que possamos percorrer somente os encontros verdadeiros.

Passamos muito tempo fazendo a coisa certa para as pessoas erradas, sofrendo as consequências das péssimas escolhas pelo caminho, sofrendo à toa por coisas inúteis e gente sem conteúdo, alimentando vãs esperanças em relação ao que não tem a menor chance de vir a acontecer.

Perdemos muito tempo investindo no vazio, esperando retorno do que não volta, aguardando sorrisos de quem nem nos olha direito. É preciso focar no que é real, pois, mesmo que não haja muito de verdadeiro nesses terrenos, esse pouco bastará.

Precisamos parar de tentar agradar aos ingratos, às pessoas descontentes e incapazes de receber algo de fora. Existem indivíduos que se encontram por demais fechados ao acolhimento do que não se encontra dentro deles, do que não faz parte daquele mundinho em que eles se fecham, presos a crenças e sentimentos que não mudam, não são repensados, não saem do lugar. Tentar alcançá-los é inútil.

É necessário evitar a servidão aos folgados, aos aproveitadores, a quem não sai do lugar por si só, a quem foge a qualquer tipo de responsabilidade, pois sabe que alguém sempre fará por ele. Temos que ter clareza quanto ao que realmente devemos e poderemos tomar para nós, ou acumularemos cargas de bagagens que não são, nem de longe, relacionadas às nossas vidas. Muita gente precisa de ajuda, sim, mas muitos precisam é de vergonha na cara.

Não podemos nutrir amizades duvidosas, com pessoas que não expressam a menor necessidade de nós, como se tanto nossa presença quanto nossa ausência fossem a mesma coisa, algo sem importância, invisível, dispensável. Nem todos de quem gostamos irão gostar de nós, o retorno da estima e da afeição nunca é uma certeza, portanto, há necessidade de que adentremos exclusivamente os encontros verdadeiros.

Não é fácil nem tranquilo conseguirmos acertar quanto ao que poderemos regar com a certeza de retorno e reciprocidade, uma vez que as pessoas, os acontecimentos, a vida, tudo é imprevisível. Embora muito do que acontecerá em nossas vidas não possa ser controlado, mantermos sob controle nossas verdades e a certeza de que merecemos ser felizes nos tornará mais fortes diante dos tombos, sem que desistamos de nossos sonhos.

TEXTO DE: Marcel Camargo
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 07 de Julho de 2.017.
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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Somos todos passarinhos passando pelos caminhos uns dos outros.

"Eles Passarão, Eu Passarinho" - "Todos estes aí que estão atravancando o meu caminho, eles passarão, eu passarinho."

Este famoso trecho do brilhante escritor Mario Quintana provoca sensacionais reflexões! Sim, inúmeras pessoas passam pela nossa vida e se vão! Fato que também nos leva a conclusão que passamos pela vida de muitas pessoas.

A passagem que cada indivíduo atravessa no caminho do outro é singular e peculiar nas marcas que deixam, tanto positivas quanto negativas, datada de um tempo específico na vida de cada um, que não se repetirá da mesma forma, cada nova vez será diferente, um novo jeito de se reapresentar a cada dia.

O relacionamento humano não é tão simples, composto de uma série de variáveis (idade, gênero, contexto familiar, social e profissional, posição econômica, social, intelectual e cultural, etc) que definem sua complexidade! A forma de se relacionar também é distinta de acordo com os papéis sociais que representamos, tais como na função de pai, mãe, filhos, amante, ficante, amigo, parente, chefe, subordinado, e assim por diante.

Toda e qualquer relação nos afeta de algum modo, provocando movimentos de afastamento ou de aproximação.

Se os impactos deste encontro forem negativos na perspectiva de uma pessoa, atravancando o caminho com substanciais empecilhos para atingir os objetivos, ela poderá dar um jeito para se livrar do outro ou da situação que a perturba, como, por exemplo, mudando de emprego, terminando o relacionando amoroso (independentemente do grau de vínculo social - casamento, união estável, namoro, ficante - ou do vínculo emocional).

Se os impactos deste encontro forem positivos, alinhados aos seus objetivos e expectativas, a pessoa tentará manter o outro ao seu lado, manter-se naquela situação, esforço ativo para cultivar este convívio.

A perspectiva de uma pessoa precisa ser convergente com a perspectiva da outra a fim de se manter os movimentos de aproximação; já os movimentos de afastamento podem ser delineados quando apenas um não deseja estar onde está ou com quem está, não sendo necessário o consenso no desejo para o afastamento se consolidar.

Então todos nós somos passarinhos passando pelos caminhos uns dos outros.

Outros passarinhos passam, mas eu passarinho sempre continuarei! Nesta perspectiva individual, independentemente de quem permanecerá no meu caminho e por quanto tempo, apenas eu estarei comigo integralmente até o meu último dia!

Eu sou o protagonista responsável pelos meus voos de progresso, não somente o progresso material tão aclamado socialmente, como também o progresso moral, a expansão das virtudes; o contrário também é responsabilidade individual e intransferível.

Contudo a vida não é constituída apenas da perspectiva individual, há a perspectiva coletiva! Eu constituo a minha identidade do ego por meio da interação social. O coletivo tem impacto no individual e vice-versa!

Inúmeras pessoas são colocadas no nosso caminho indefinidamente para que possamos aprender, evoluir como pessoa, fazer um bom trabalho em todas as áreas da vida!

Se eu me recusar a aprender a lição com uma determinada pessoa, haverá uma próxima no meu caminho que será o canal deste aprendizado necessário, assim segue sucessivamente até que a lição possa ser assimilada.

Nos relacionamentos, não existe a pessoa ideal, aquela moldada segundo minhas expectativas e meus desejos, mas sim a pessoa real. A vida é generosa, constantemente ela nos faz diversos convites, personificados pelas pessoas colocadas no nosso caminho, endereçando os convites para sermos um bom filho, boa mãe, bom profissional, boa amiga, bom marido, boa pessoa.

A pergunta que fica é: "quando iremos aprender a lição que temos que aprender"?

TEXTO DE: Cristiane Cruz 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 06 de Julho de 2.017.
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terça-feira, 4 de julho de 2017

ESSA VIDA...

Esta vida vai passar rápido, não brigue com as pessoas, não critique tanto seu corpo. Não reclame tanto. Não perca o sono pelas contas. Não deixe de beijar seus amores. Não se preocupe tanto em deixar a casa impecável. 

Bens e patrimônios devem ser conquistados por cada um, não se dedique a acumular herança. Deixe os cachorros mais por perto. Não fique guardando as taças. Use os talheres novos, Não economize seu perfume predileto, use-o para passear com você mesmo, gaste seu tênis predileto, repita suas roupas prediletas, e daí? 

Se não é errado, por que não ser agora? 

Por que não dar uma fugida? 

Por que não orar agora ao invés de esperar para orar antes de dormir? 

Por que não ligar agora? 

Por que não perdoar agora? 

Espera-se muito o natal, a sexta-feira, o outro ano, quando tiver dinheiro, quando o amor chegar, quando tudo for perfeito.

Olha, não existe o tudo perfeito. 

O ser humano não consegue atingir isso porque simplesmente não foi feito para se completar aqui. Aqui é uma oportunidade de aprendizado.

Então, aproveite este ensaio de vida e faça o agora ...ame mais, perdoe mais, abrace mais, viva mais intensamente e deixe o resto nas mão de Deus.

TEXTO DE: Não encontrada 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 05 de Julho de 2.017.
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domingo, 2 de julho de 2017

“De agora em diante eu gostaria de me defender assim: é porque eu quero. E que isso bastasse”

Tem dias em que a gente tem que se pegar no colo. Ouvir mais o que nosso interior quer dizer e respeitar os desejos genuínos de nosso coração.

É preciso muita maturidade para aprendermos a valorizar nossas escolhas. Para entendermos que a vida que nos cabe é a melhor vida possível. Para acreditarmos que temos a noção exata daquilo que é melhor para nós.

Durante muito tempo temos mais confiança no olhar de fora sobre nossa própria vida do que em nós mesmos. Aceitamos mais os conselhos alheios do que nossa própria intuição. E ficamos reféns dessa condução, desse direcionamento, dessa autorização. E pouco a pouco nos afastamos de quem somos, de quem gostaríamos de ser, do caminho que pretendíamos seguir.

Relevamos nossos anseios e modificamos nossa história para caber dentro das expectativas de alguém.

Crescer é aprender a seguir com os próprios pés, ouvindo a própria voz, dando sentido às próprias inquietações. É reconhecer-se apto a fazer boas escolhas, a se posicionar diante das situações difíceis ou constrangedoras, a não se culpar quando decide enlouquecer de vez em quando.

Foi Clarice Lispector que disse: “De agora em diante eu gostaria de me defender assim: é porque eu quero. E que isso bastasse”. E tenho que concordar com Clarice, pois ninguém consegue viver com saúde por muito tempo tentando só agradar aos outros. Ninguém é feliz por inteiro se submetendo ao 
julgamento alheio. Ninguém cresce completamente se não aprende a recusar aquele convite, a impor limites, a fugir do combinado e negar um favor. Ninguém amadurece sem aprender a dizer “não” e dormir em paz com isso.

Há momentos em que temos saudade de nós mesmos. Sentimos falta de quem éramos antes de nos misturarmos a todo mundo e de nos ausentarmos de nossa própria vida. Sentimos falta de nossa versão mais cheia de amor próprio que não se anulava tanto pra querer agradar. Talvez seja esse o preço a pagar por não sabermos nos posicionar. O gosto amargo que temos que engolir por nos distanciarmos de nossa essência, da necessidade de recolhimento, da vocação de seguirmos nosso coração.

O importante não é somente avançar, mas saber se resguardar. Aprender a sossegar, a ficar consigo mesmo, a silenciar. Descobrir o que lhe faz bem, o que é de seu feitio, o que lhe deixa em paz e é coerente com seu jeito único de ser. Só você sabe do que é capaz, só você entende os passos que pode dar. E não cabe a você dançar uma dança que não é sua só pelo desejo de agradar. Não cabe a você cortar as próprias asas só para se enquadrar.

De vez em quando a gente tem que pisar duro para sobreviver. Só dar satisfações a quem interessa e abandonar inseguranças desnecessárias. Não ter medo de voltar atrás, de desistir de um projeto, de arriscar uma versão autêntica _ e talvez espantosa_ de si mesmo. Ter coragem de recusar um convite, de dizer “não” a uma proposta, de se expor como é de fato. Descobrir, não sem uma ponta de satisfação, que unanimidade é muito chatinha; e que bom mesmo é assumir o que eu quero… e que isso baste.

TEXTO DE: Fabíola Simões 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 04 de Julho de 2.017.
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sábado, 1 de julho de 2017

Preces me acalmam! O calor de Deus movimenta meu espírito…

Eu vou vivendo de amor. Vou vivendo dentro da minha realidade. Vou soprando palavras ao vento e sentindo meu destino.

Preces me acalmam. O calor de Deus movimenta meu espírito. Por vezes, ajoelho-me diante de tantas benesses e agradeço. Por vezes adormeço sem pensar na próxima etapa, na próxima vivência, na próxima sensação.

Dentro de um tempo onde corações não se encontram, onde atos generosos estão cada vez mais raros, eu me aconselho com o infinito e sigo.

Tenho saudade de receber bilhetes, tenho saudade das flores na porta, do silêncio induzido pelo amor que não se cala diante do corpo e da alma. Diante do que o toque provoca, diante do que o olhar sussurra baixinho.

Estou vivendo. Perdendo-me dentro de alguns labirintos, dentro da matemática, por vezes problemática, da vida.

Mas eu tenho me assumido e não tenho mensurado o que desejo. Eu me importo com o que sinto e sinto desejo de explorar sentimentos que saibam chegar até dentro de mim.

Vivo de amor, sigo vivendo da mesma música, daquela frase que aborda meu jeito de ser, daquele sorriso que me instiga.

Vivo como quem se lapida, como quem tira as camadas, como quem se despe, até perceber o que existe por trás da própria essência.

Por vezes as coisas se confundem, por vezes tudo cabe dentro de um segundo.

Vou vivendo, costurando meus bordados de luz, transformando meus renascimentos depois de tantos dissabores e desapontamentos, seguindo a minha estrela guia, vou conquistando novamente meu espaço reformado pelas coisas que aprendi com Ele. Coisas que sinalizaram o que precisava ouvir sentir e conduzi-me para um caminho melhor.

Vou, na próxima viagem, mudar de paisagem, transgredir coisas que antes tinha medo, ousando um pouco mais, no salto, na rasteirinha, vestindo a roupa de seguir em frente armazenando o estoque de sonhos para me manter alimentada por um tempo mais ameno, mais simples e menos agressivo.

Na verdade, eu vou dentro de tudo que me permitem e que consigo alcançar com o coração. Quero boas lembranças. Não quero me encher de razão.

Entre a guerra e a paz, entre o meu desarrumado e aquele tanto de coisas que ainda preciso reorganizar, optei em produzir mais e aproveitar a vida, sendo mais eterna dentro daquilo que jamais deixarei morrer em de mim.

TEXTO DE: Sil Guidorizzi 
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Texto lido no programa "Madrugada Viva Liberdade FM" no quadro "Momento de Reflexão" no dia 03 de Julho de 2.017.
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